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Jesus
como Verbo Encarnado, vestindo a nossa humanidade se identificou totalmente com
o homem. Se alguém chega-se na marcenaria de seu pai, em Nazaré, no final da
manhã, viria um jovem com as mãos calejadas, suado, cansado, talvez até
ofegante segurando uma grande serra, ou até com um hematoma no polegar depois
de levar uma martelada no dedo. Ele não é um almofadinha
mas um “homem de dores experimentado nos trabalhos”. Durante seu ministério
trabalhou de sol a sol apresentando o Reino de Deus e nas madrugadas frias
intercedia pelos seus ouvintes contemporâneos e por Suas ovelhas futuras (nós)
junto ao Pai. Sentiu fome, sentiu sede, sentiu frio, sentiu calor, sentiu
ansiedades. Verdadeiramente, é muito coerente da parte do Nazareno se
auto-entitular de o “Filho do homem”. A
identificação do Mestre não se deu ao nível em si mesmado d’Ele próprio
somente, mas, Ele também se relacionava com aquela gente simples, analfabeta
marginalizada e sofrida da Galiléia de seu tempo. Uma
passagem do Seu Santo Evangelho que chama a atenção foi aquele dia que Ele foi
para uma das festas religiosas judaicas em Jerusalém, e, em lá chegando foi ao
tanque Betesda, que tinha cinco entradas. Perto dessas
entradas estavam deitados muitos doentes: cegos, aleijados e paralíticos.
Esperavam o movimento da água, pois, segundo uma crendice popular do povo, de
vez em quando um anjo do Senhor descia e agitava a água. O primeiro doente que
entrasse no tanque depois disso sarava de qualquer doença. Entre eles havia um
homem que era doente fazia trinta e oito anos. Jesus viu o homem deitado e,
sabendo que fazia todo esse tempo que ele era doente, perguntou: “Você quer
ficar curado?”. Ele respondeu: “Senhor, eu não tenho ninguém para me pôr
no tanque quando a água se mexe. Cada vez que eu tento entrar, outro doente
entra antes de mim”. Então Jesus disse: “Levante-se, pegue a sua cama e
ande!”. No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou a cama e começou a
andar. Mais tarde Jesus encontrou o homem no pátio do Templo e disse a ele:
“Escute! Você agora está curado. Não peque mais, para que não aconteça
com você uma coisa ainda pior” (Jo 5. 1-9,14). Vemos
que esse paralítico da história, antes de ser curado, era um homem azedo,
acabrunhado, reclamão, sorumbático, enfim: decepcionado. Quando Jesus
perguntou-lhe se ele queria ser curado, ao invés de o pobre coitado gritar:
“Sim eu quero! Cure-me Jesus!” Reclamou:
“eu não tenho ninguém para me pôr no
tanque quando a água se mexe. Cada vez que eu tento entrar, outro doente entra
antes de mim”. Muitas
vezes nós também nos encontramos como esse homem. Somos vítimas da decepção.
Quando temos o fracasso de uma esperança; quando somos assolados por uma
desilusão na vida; quando somos
derrubados por um desengano, quando pegos por um desapontamento, quando
recebemos uma surpresa desagradável; quando nos defrontamos com uma
contrariedade, quando somos vítimas de um desgosto. O que seria de nós, quando
acometidos de paralisia espiritual, se Jesus não se envolvesse conosco?
À
semelhança daquele paralítico, muitas vezes, paramos; nossa alma fica letárgica,
e nosso espírito se atrofia por que nos decepcionamos em um dos três níveis
de decepção que todo crente está sujeito. I.
DECEPCIONAMO-NOS CONOSCO MESMO Talvez,
aquele homem quando olhava para as suas pernas atrofiadas, sua sujeira, seu mal
cheiro, sua dependência dos outros, sua miséria, sua inércia ficava ainda
mais frustrado consigo mesmo. Vemos, em Jo 5.14, que a causa de sua paralisia
era algum pecado que cometera. Não há nada mais que nos frustra que a consciência
do pecado. Aquele homem estava decepcionado consigo mesmo. Hoje, Inúmeros
motivos querem nos fazer prostrar inertes, levando-nos a nos subestimar
doentiamente. Por
isso, é preciso ter firme em nossa mente que não podemos confiar em nós
mesmos. Salomão disse “o
que confia no seu próprio coração é insensato”
(Pv 28:26). Um dos melhores crentes que pisou a
face da Terra, o apóstolo Paulo, um dia, também viu-se frustrado consigo mesmo
e desabafou: “Pois
eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza
humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não
consigo fazê-lo. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não
quero fazer é que eu faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu
quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Assim eu sei que o que
acontece comigo é isto: Quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o
que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus. Mas vejo uma lei
diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha
mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo.
Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? (Rm 7.18-24, BLH). Vemos assim
que o Apóstolo aos gentios também decepcionou-se consigo mesmo. Quantas
vezes nos acabrunhamos por detectar falhas em nosso caráter? Quantas vezes nos
decepcionamos por não conseguirmos orar como gostaríamos? Quantas vezes nos
chateamos por nos omitimos diante de desafios que Deus coloca diante de nós?
Quantas vezes nos afundamos por deixarmos de praticar a teoria do bem que
conhecemos? Quantas vezes ficamos arrasados por não meditarmos na Palavra de
Deus como deveríamos? Quantas vezes esquecemos que o Espírito Santo é uma
pessoa e como tal quer uma relação pessoal conosco? Quantas vezes nos
deprimimos por não conseguirmos ser quem gostaríamos de ser? Isso
tudo acontece porque não somos os super-homens que ingenuamente gostaríamos de
ser. Por certo, Deus permite que isso ocorra para que tenhamos consciência de
que o conteúdo do Evangelho dentro de nós, que é como verdadeiro tesouro
espiritual, e para que tenhamos consciência de que “somos como vasos frágeis
de barro para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós”.
Por isso, devemos agir na direção da palavra do salmista:
“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. E ele fará
sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o meio-dia” (Sl 37.
5). Mas,
além de nos frustrar conosco mesmo, também nos desiludimos com aqueles que se
relacionam conosco. II.
DECEPCIONAMO-NOS
COM AS PESSOAS AO NOSSO REDOR Aquele
paralítico esperava ajuda das pessoas que estavam a seu lado, mas isso não
ocorreu. Por isso, vemos nas suas palavras um tom rancoroso: “eu
não tenho ninguém para me pôr no tanque quando a água se mexe. Cada vez que
eu tento entrar, outro doente entra antes de mim”. A frustração desse homem
com as pessoas se dá por dois motivos: primeiro, pela falta de amor e
solidariedade de seus compatriotas; segundo, pela concorrência intensa que
havia na luta desesperada pela bênção. Não
seria esses os motivos que têm deixado tanta gente fracassada atualmente?
Muitas vezes, quando mais precisamos das pessoas elas nos decepcionam. Quanto
mais perto elas estão de nós, mais elas podem nos frustrar. Vez ou outra,
quando precisamos de um apoio moral, o que recebemos é uma lição de moral. Os
crentes do nosso lado acham mais fácil imitar os “amigos” de Jó, que esse
patriarca propriamente. Parece
que quando temos recursos os “amigos” brotam naturalmente onde estamos, mas,
quando caímos em insolvência, ficamos sem os companheiros; foi o que experimentou o filho pródigo. Por vezes, pessoas
nas quais confiamos nos traem; até mesmo Jesus não esteve isento dessa
desventura. Quantas vezes nos chateamos porque mentiram para nós? E quando nos
defrontamos com pessoas que não dão bom testemunho cristão? E quando alguém
que tenha alguma espécie de
autoridade sobre a nossa vida age injustamente contra nós? Não há como não
ficarmos jururus com tudo isso. Tais
frustrações nos acabrunham tanto, que podemos até perder a consciência que o
nosso Salvador está diante de nós, como esteve diante do paralítico do tanque
Betesda, amorosamente perguntando: “Quer ser curado?”. Ele continua
preocupado conosco...; Ele está nos vendo...; Ele não está indiferente às
nossas frustrações... Ele não é insensível às nossas necessidades... Ele
se identifica conosco. O Senhor não passou por aquele tanque ignorando o paralítico.
Foi Ele quem estabeleceu o diálogo com aquele miserável. III.
DECEPCIONAMO-NOS
COM A RELIGIÃO Aquele
pobre desgraçado paralítico deveria também estar decepcionado com a Religião.
Os religiosos de carteirinha foram acusadas por Jesus de prenderem-se a questões
periféricas da crença e desprezarem o que realmente tinha suma importância na
Lei: a justiça; a misericórdia; e a fé. Ninguém exercia esse conteúdo
essencial da espiritualidade a fim de beneficiar aquele pobre coitado. Quando
foi curado, ao invés de renderem ações de graças pela vitória daquele filho
de Abraão, murmuraram porque o milagre tinha acontecido no dia de sábado. É
gritante o fato de que a religião pela religião é cega, tendenciosa, fanática,
venenosa, enfim, frustrante. Por
outro lado, vemos aquele pobre homem confiando na reputação mística do
tanque, atitude tipicamente religiosa do homem, que é inerentemente um ser
religioso. Era o tanque Betesda uma fonte intermitente, que fluía
ocasionalmente em esguichos, para depois cessar;
mas o povo dava a isso alguma espécie de significação sobrenatural,
como se fora a ação de um anjo. Tanto é que no manuscrito original
do Evangelho joanino o versículo quatro do capítulo cinco não aparece.
Entretanto, não há qualquer razão para se duvidar de que realmente naquele
lugar havia curas genuínas, como ainda atualmente elas existem em alguns
“santuários de curas”. Não precisamos nos preocupar se Deus usa ou não
usa intermediários espirituais para efetuar essas curas, mas o certo é que
elas existem. O problema é que parece que o paralítico estava ali
supersticiosamente e nunca recebera sua bênção. Talvez, tenha até piorado
psicologicamente, pois a “mexida” na água somente funcionava para alguns
outros enfermos, menos para si. Nós
também nos frustramos quando nos apegamos a certas fórmulas espirituais para
resolver nossas dificuldades. E pelo fato de agirmos apegando-nos à
exterioridade religiosa sem nos apropriarmos do conteúdo essencial das atitudes
espirituais que Deus espera de nós. É
comum diante de uma dificuldade alguém aconselhar-nos: “Ah, irmão, leia a Bíblia
e ore que tudo vai se resolver”. Isso é falso! Ler a Bíblia e orar
mecanicamente não resolve nada! Tais atitudes podem até piorar a situação,
se elas nos tornarem frios religiosos. É importantíssimo ler as páginas das
Sagradas Escrituras, e orar ao Pai, mas, isso só tem sentido quando mantemos
uma comunhão pessoal com o Espírito Santo, pois Ele é uma Pessoa. Jesus não
veio trazer religião à Terra! Ele Veio estabelecer relacionamentos. Na
verdadeira espiritualidade, não existe “abra-cadabra” ou passes de mágicas,
bem como vale salientar que o uso mecânico do nome ou do sangue de Jesus de
nada adianta se não fizermos parte da mesma natureza do Senhor Jesus e não
formos amigos chegados do Seu Santo Espírito. Quando não vivemos isso,
acabamos vivendo religião, e ela acaba nos decepcionando. Também
nos assemelhamos ao paralítico da narrativa quando nos frustramos com a religião
à medida que acabamos por estabelecer uma espécie de concorrência com o irmão
que está ao nosso lado. Ele resmungou para Jesus: “Cada
vez que eu tento entrar, outro doente entra antes de mim”. Cada um dos outros
enfermos nos cinco andares daquele tanque era para o pobre paralítico um
concorrente da bênção; um rival na luta pelo melhor lugar; um competidor na
busca de maior rapidez para se atirar no tanque; e um adversário na busca pelo
favoritismo da misericórdia de Deus. Tudo em nome da religião. Em geral, de
modo inconsciente assumimos atitudes de disputa no ambiente religioso. Se não
nos cuidarmos poderemos ser lançado de cima do “pináculo do templo”.
Quando nos deparamos com os fracassos de tais atitudes nos decepcionamos
profundamente com o ambiente religioso. E não há nada que mais decepciona o
ser humano que a religião vazia de conteúdo espiritual! Uma
outra ilustração que comprova a idéia de que a religião nos frustra é
quando damos crédito a pessoas que nos dizem mensagens afirmando serem de Deus
e que, na verdade, não são d’Ele. Entretanto,
criam expectativas falsas e por fim, acabam nos frustrando. Quantos prejuízos
tem causado a crentes ingênuos os falsos pastores, os falsos profetas e as
falsas profetizas? Interessante que é “em nome do Senhor”. Nisso, não há
nada de espiritualidade, mas sim pura religião misturada com charlatanismo. O
grande antagonismo da desgraça do paralítico de João 5 é o nome do local
onde ele jazia: “Betesda”: “Casa de misericórdia”. Que misericórdia
ele gozava até Jesus chegar ao tanque? Todavia, O Senhor Jesus resolveu o
problema da decepção do paralítico, da mesma maneira com que Ele quer
resolver as nossas decepções. IV.
JESUS
RESOLVE AS NOSSAS DECEPÇÕES Jesus
não está alheio a nossas necessidades, pois ele nos observa e nos sonda.
Todavia, Ele exige que nós façamos a parte destinada a nós para resolver
nossos problemas. Nossas lutas, somente são resolvidas quando nos comprometemos
com o Senhor. Esse compromisso é mútuo. Jesus nos vê quando estamos decepcionados. É
motivo de regozijo saber que Jesus não se afasta dos frustrados. Humanamente, há
uma tendência de as pessoas se afastarem dos complicados. Como o homem
contemporâneo já tem inúmeros problemas quer se afastar das pessoas problemáticas.
E isso só gera o aumento das complicações humanas e o estabelecimento da
falta de amor entre os indivíduos. Entretanto, o Senhor Jesus não é assim,
Jesus, naquele dia, chegou a Jerusalém com objetivo de participar de uma das
festas dos judeus, mas na Sua agenda de trabalho a prioridade é para as pessoas
e não para as coisas. O
capítulo cinco de João declara que Jesus viu o homem deitado e, sabendo que
fazia todo esse tempo que ele era doente, perguntou: “Você quer ficar
curado?” O
texto nos revela que Jesus vê o frustrado. Como é bom saber que Jesus nos vê!
Como é bom saber que ele não nos ignora. Ainda que estejamos complicados, o
senhor nos vê. As pessoas ignoram e evitam os complicados por que só vêem o
que é aparente, somente vislumbram a superfície, ou seja, a complicação
insolúvel. Em função disso, deixam de ver o valor precioso que tem a alma e o
espírito humanos para Deus, e ao invés de ajudar acabam aborrecendo mais ainda
quem já está complicado. Nosso Deus não age assim. “O Senhor não vê como
vê o homem, pois o homem vê o que está
diante dos olhos, porém, o Senhor olha para o coração” (1 Sm 16.7b). O
homem segundo o coração de Deus (Davi) quando sentiu-se complicado orou de um
modo que nós também podemos clamar: “Tem misericórdia de mim, Senhor; vê
como me fazem sofrer aqueles que me aborrecem, tu que me levantas das portas da
morte” (Sl 9:13). Mesmo que estivermos nas portas da morte o nosso Pai nos vê,
e nos levanta! Jesus se interessa por nós quando estamos
decepcionados. A iniciativa de pôr fim à paralisia daquele desgraçado partiu de
Jesus. Foi o Senhor quem começou o diálogo, perguntando-lhe: “Você
quer ficar curado”?. Jesus sempre se identifica com os pecadores. Sempre se
interessa pelos frustrados. Ele “não apaga o pavio que fumega e não acaba de
quebrar a rama que está partida (Is 42.3)”. “Ele veio buscar e salvar os
perdidos” (Lc 19.10). O próprio Senhor disse: “Os sãos não necessitam de
médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os
pecadores” (Mc 2. 17). Confiemos n’Ele! Jesus tem poder para
solucionar nossas frustrações. Não bastaria se Ele tivesse somente a vontade
de nos ajudar, mas não tivesse condições de fazê-lo. “Ele tem todo o poder
no céu e na Terra” (Mt 28.18). Jesus
exige mudanças nossas, para Ele resolver nossas decepções. Do
ponto de vista da lógica humana, parece ridícula a pergunta que Jesus fez àquele
pobre coitado: “Queres ficar são?”.
O texto nos diz que Ele sabia que aquele homem estava inerte há trinta e oito
anos; se ele estava ali esperando o mover das águas é porque, obviamente,
anelava desesperadamente a sua cura. Não é estranho a pergunta de Jesus? “Queres
ficar são?”
Na verdade, tal questionamento tem um significado mais profundo do que o
que simplesmente aparenta. Jesus
estava na realidade questionando se aquele homem queria “mudar de vida”, ou
seja ele estava perguntando: Você deseja parar de pedir esmola? Você deseja
trabalhar? Você deseja andar com
suas próprias pernas? Você deseja trocar de roupas? Você deseja sair do pó?
Você deseja parar de depender dos outros? Em suma,
Jesus estava questionando: Você deseja se arrepender e abandonar
definitivamente o pecado? Isso é tão certo que o evangelista João nos informa
que mais tarde Jesus encontrou o homem no pátio do
Templo e disse a ele: “Escute! Você agora está curado. Não peque mais, para
que não aconteça com você uma coisa ainda pior”. Logo, vemos que a causa da
sua enfermidade era o pecado. Ainda
hoje o Senhor quer solucionar nossas frustrações; quer resolver os fracassos
de alguma esperança perdida; quer devolver alguma desilusão perdida na vida;
quer nos levantar se caímos por um desengano; quer nos encorajar se ficamos
inertes por algum desapontamento; quer nos encorajar ante as surpresas desagradáveis
do cotidiano. Mas,
antes de glorificarmos a Ele alegre e descomprometidamente, devemos nos
mobilizar para as mudanças que o Senhor exige de nós! Quer nos curar da úlcera,
mas exige que paremos de comer pimenta. Quer nos curar da depressão, mas exige
que entreguemos confiadamente e sem reservas nossos cuidados a Ele. Quer nos
abrir uma oportunidade de trabalho, mas exige que nós qualifiquemos nossa mão-de-obra.
Quer nos salvar do desemprego, mas exige que sejamos obedientes ao patrão. Quer
melhorar nosso casamento, mas exige que perdoemos nosso cônjuge e eliminemos os
defeitos de nosso caráter. Quer nos ungir para o ministério, mas exige que
vivamos uma verdadeira espiritualidade. Para cada bênção que almejamos do
Senhor, Ele exige algo de nós. Jesus exige de nós, fé em Sua Palavra
para resolver nossas decepções. Jesus resolve nossas complicações
com um instrumento poderoso: A Sua Palavra. Ele declarou ao paralítico: “Levanta-te,
toma o teu leito e anda. Imediatamente o homem ficou são”. A Palavra do
Senhor continua sendo o meio de dar um fim às nossas lutas. Para
quem está necessitado ela diz: “O Senhor é o teu pastor, nada te faltará”;
“o teu Deus segundo as riquezas da Sua glória suprirá todas as suas
necessidades por Cristo Jesus”. Para quem está enfermo, declara: “O senhor
é quem sara todas as tuas enfermidades”. Para quem está ansioso, anima: “A
paz de Deus que excede todo o entendimento guardará os seus sentimentos e o seu
coração”. Para quem está deprimido, certifica: “não
temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que
andares”. Para quem está com medo, encoraja: “Porque
eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas, que
eu te ajudo”. Para quem está em luta, garante: “...a vitória vem do
Senhor!” Confiemos
no Senhor! O paralítico ouvindo a Palavra de autoridade de Jesus tomou o seu
leito e começou a andar. Ele andou porque depositou sua fé na Palavra de
Cristo. Fé na Palavra do Senhor é a atitude que resolve nossas decepções. Façamos
como o salmista que confiou inteiramente no Pai celestial: “Somente em Deus
espera silenciosa a minha alma; dele vem a minha salvação. Só ele é a minha
rocha e a minha salvação; é ele a minha fortaleza; não serei ... abalado.
[...] a minha alma, espera silenciosa somente em Deus, porque dele vem a minha
esperança. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha fortaleza;
não serei abalado. Em Deus está a minha salvação e a minha glória; Deus é
o meu forte rochedo e o meu refúgio” (Sl 62.1-7). Robson Brito:
Educador, Conferencista; Evangelista e Líder da Assembléia de Deus em Sarandi,
Campo de Maringá - PR:(0__ 44) 264 3987; e-mail:
robson@nobel.com.br; Site:
www.assembleiano.cjb.net. |
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